Este Livro foi recebido por ditado interno ou canalização
por uma fonte que se identificou como sendo Jesus Cristo.
Pode-se ler mais a respeito fazendo o download de uma introdução
a respeito desta obra. Seus ensinamentos mostram a diferença
entre ilusão e realidade, entre o ego, que é
o principio da ilusão e da separação
dentro de nós e aquilo que o Curso chama de o "Filho
de Deus tal como foi criado por Deus". O livro oferece
um caminho ou uma ponte para desacreditar em ilusões
e despertar para o Ser que todos somos na verdade. Abaixo
citamos parte do Prefácio de Um Curso em Milagres:
"O que diz
Nada real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso está a paz de Deus."
É assim que Um Curso em Milagres começa. Ele
faz uma distinção fundamental entre o real e
o irreal, entre conhecimento e percepção. Conhecimento
é verdade, e está sob uma única lei,
a lei do Amor de Deus. A verdade e inalterável, eterna
e não é ambígua. É possível
não reconhecê-la, mas não é possível
mudá-la. Ela se aplica a tudo o que Deus criou e só
o que Ele criou é real. Está além do
aprendizado porque está além do tempo e do processo.
Não têm opostos, não tem início
e não tem fim. Simplesmente é.
O mundo da percepção, por outro lado, e o mundo
do tempo, da mudança, dos inícios e dos fins.
Ele se baseia em interpretação, não em
fatos. E o mundo do nascimento e da morte, fundado sobre a
crença na escassez, na perda, na separação
e na morte. Ele é aprendido mais do que dado, seletivo
nas ênfases que dá a percepção,
instável em seu funcionamento e impreciso em suas interpretações.
Do conhecimento e da percepção surgem respectivamente
dois sistemas de pensamento distintos que são opostos
em todos os aspectos. No domínio do conhecimento, nenhum
pensamento existe à parte de Deus, porque Deus e Sua
Criação compartilham uma Única Vontade.
O mundo da percepção, no entanto, é feito
pela crença em opostos e vontades separadas, em perpétuo
conflito umas com as outras e com Deus. O que a percepção
vê e ouve parece ser real porque ela só permite
que entre na consciência o que está de acordo
com os desejos de quem está percebendo. Isso leva a
um mundo de ilusões, um mundo que precisa de defesa
constante, exatamente porque ele não é real.
Quando foste aprisionado no mundo da percepção,
foste aprisionado num sonho. Não podes escapar sem
ajuda, porque tudo o que os teus sentidos te mostram apenas
testemunha a realidade do sonho. Deus forneceu a Resposta,
o único Caminho para a saída, o verdadeiro Ajudante.
A função da Sua Voz, Seu Espírito Santo,
é ser o mediador entre os dois mundos. Ele pode fazer
isso porque, se de um lado conhece a verdade, de outro também
reconhece as nossas ilusões, mas sem acreditar nelas.
A meta do Espírito Santo é ajudar-nos a escapar
do mundo de sonhos ensinando-nos a reverter nosso pensamento
e a desaprender nossos erros. O perdão é o grande
instrumento de aprendizado do Espírito Santo para realizar
essa inversão do pensamento. No entanto, o curso tem
a sua própria definição do que é
realmente o perdão, assim como ele define o mundo a
sua própria maneira.
O mundo que nós vemos apenas reflete o nosso próprio
referencial interno - as idéias dominantes, desejos
e emoções em nossas mentes. "A projeção
faz a percepção" (texto pág. 474).
Nós olhamos antes para dentro, decidimos o tipo de
mundo que querermos ver e então projetamos esse mundo
lá fora, fazendo dele a verdade tal como a vemos. Nós
fazemos com que ele seja verdadeiro através de nossas
interpretações do que estamos vendo. Se estamos
usando a percepção para justificar nossos próprios
errosnossa raiva, nossos impulsos para atacar, nossa
falta de amor em todas as formas que pode ter - veremos um
mundo de maldade, destruição, malícia,
inveja e desespero. Tudo isso nós precisamos aprender
a perdoar, não porque estamos sendo "bons"
e "caridosos", mas porque o que estamos vendo não
é verdadeiro. Nós distorcemos o mundo pelas
nossas defesas tortuosas e estamos consequentemente vendo
o que não existe. À medida que aprendemos a
reconhecer nossos erros de percepção, também
aprendemos a olhar para o que está além ou "perdoá-los".
Ao mesmo tempo, estamos perdoando a nós mesmos, olhando
para o que está além de nossos auto-conceitos
distorcidos para o Ser Que Deus criou em nós e como
nós.
O pecado é definido como "falta de amor"
(texto pág. 12). Já que o amor é tudo
o que existe, o pecado na ótica do Espírito
Santo é um erro a ser corrigido, e não um mal
a ser punido. Nosso senso de inadequação, fraqueza
e incompleteza vem do grande investimento no "princípio
da escassez" que governa todo o mundo das ilusões.
Desse ponto de vista, nós buscamos em outros o que
sentimos que está faltando em nós mesmos. "Amamos"
um outro para conseguirmos algo para nós. Isso, de
fato, é o que passa por amor no mundo dos sonhos. Não
pode existir nenhum erro maior do que esse, pois o amor e
incapaz de pedir o que quer que seja.
Só as mentes podem se unir na realidade, e aqueles
a quem Deus uniu ninguém pode separar (texto pág.
378). No entanto, é só ao nível da Mente
de Cristo que a verdadeira união é possível
e essa, de fato, nunca foi perdida. O "pequeno eu"
procura se realçar através da aprovação
externa, dos bens externos e do "amor" externo.
O Ser Que Deus criou não precisa de nada. Ele está
para sempre completo, a salvo, amado e amoroso. Procura compartilhar
mais do que conquistar, estender mais do que projetar. Ele
não tem necessidades e quer unir-se a outros devido
à consciência mútua da abundância.
Os relacionamentos especiais do mundo são destrutivos,
egoístas e infantilmente egocêntricos. No entanto,
se dados ao Espírito Santo, esses relacionamentos podem
vir a ser as coisas mais santas na terraos milagres
que indicam o caminho para o retorno ao Céu. O mundo
usa os seus relacionamentos especiais como uma arma final
de exclusão e uma demonstração do estado
de separação. O Espírito Santo os transforma
em lições perfeitas de perdão e lições
que nos levam a despertar do sonho. Cada um é uma oportunidade
de deixar que as percepções sejam curadas e
os erros corrigidos. Cada um e mais uma chance de perdoar
a si mesmo perdoando ao outro. E cada um vem a ser mais um
convite ao Espírito Santo e a lembrança de Deus.
A percepção é uma função
do corpo e, portanto, representa um limite na consciência.
A percepção vê através dos olhos
do corpo e ouve através dos ouvidos do corpo. Evoca
as respostas limitadas que o corpo dá. O corpo parece
ser amplamente auto-motivado e independente, no entanto, ele
responde só as intenções da mente. Se
a mente quer usá-lo para o ataque em qualquer forma,
ele vem a ser vítima da doença, da idade e da
decadência. Se, em vez disso, a mente aceita o propósito
que o Espírito Santo tem para ele, ele vem a ser um
meio útil de comunicação com os outros,
invulnerável por tanto tempo quanto for necessário
para ser gentilmente deixado de lado quando a sua utilidade
chegar ao fim. Em si mesmo ele é neutro, como tudo
no mundo da percepção. E usado para os objetivos
do ego ou do Espírito Santo, dependendo inteiramente
do que a mente quer.
O oposto da ótica que se tem com os olhos do corpo
é a visão de Cristo, que reflete força
em vez de fraqueza, união em vez de separação
e amor no lugar do medo. O oposto da audição
através dos ouvidos do corpo é a comunicação
através da Voz por Deus, O Espírito Santo, que
habita em cada um de nós. A Sua Voz parece distante
e difícil de ser ouvida porque o ego, que fala pelo
ser pequeno e separado, parece falar muito mais alto. De fato,
isso está revertido. O Espírito Santo fala com
uma clareza inconfundível e com um apelo irresistível.
Ninguém que não escolhesse se identificar com
o corpo poderia ser surdo as Suas mensagens de liberação
e esperança, ou poderia falhar em aceitar com alegria
a visão de Cristo em lugar do seu miserável
retrato de Si mesmo.
A visão de Cristo é a dádiva do Espírito
Santo, a alternativa de Deus para a ilusão da separação
e para a crença na realidade do pecado, da culpa e
da morte. E a única correção de todos
os erros da percepção, a reconciliação
dos aparentes opostos nos quais esse mundo se baseia. A sua
luz benigna mostra todas as coisas de outro ponto de vista,
refletindo o sistema de pensamento que surge do conhecimento
e fazendo com que o retorno a Deus não só seja
possível mas inevitável. O que era considerado
como injustiças feitas a alguém por outra pessoa,
agora vem a ser um pedido de ajuda e um chamado para a união.
O pecado, a doença e o ataque são vistos como
percepções equivocadas que pedem um remédio
através da gentileza e do amor. As defesas são
postas de lado porque onde não há ataque, não
há necessidade delas. As necessidades de nossos irmãos
passam a ser as nossas, porque eles fazem conosco a jornada
em direção a Deus. Separados de nós,
eles perderiam o seu caminho. Sem eles, nós nunca poderíamos
achar o nosso.
O perdão é desconhecido no Céu, onde
a sua necessidade seria inconcebível. No entanto, nesse
mundo o perdão é uma correção
necessária a todos os erros que cometemos. Oferecer
o perdão é o único modo de o recebermos,
pois ele reflete a lei do Céu onde dar e receber são
a mesma coisa. O Céu é o estado natural de todos
os Filhos de Deus tal como Ele os criou. Essa é a sua
realidade para sempre. Ela não foi mudada por ter sido
esquecida.
O perdão é o meio através do qual nós
nos lembraremos. Através do perdão, o pensamento
do mundo é revertido. O mundo perdoado vem a ser a
porta do Céu, porque através da sua misericórdia
podemos finalmente perdoar a nos mesmos. Não aprisionando
ninguém à culpa, nós nos libertamos.
Tomando conhecimento de Cristo em todos os nossos irmãos,
reconhecemos a Sua Presença em nós mesmos. Esquecendo
todas as nossas percepções equivocadas e sem
nada do passado para nos deter, podemos nos lembrar de Deus.
Além deste aprendizado, não podemos ir. Estamos
prontos e o próprio Deus dará o passo final
em nossa viagem de volta a Ele.
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